Archive for December 2nd, 2005

Dec 02 2005

Rick, rick!

Published by puny under sem classificação

Ontem foi anivesário dele!

Rick, sentirei TANTO a tua falta…
Mas vai, vai pra London ser feliz, hehehe
E tu vais me mandar muambas, sempre! Prepare-se.
Ah, essa foto foi no dia do “Adeus Dores”, festa clássica, que só quem já participou, sabe.
Falando em “Adeus Dores”, o desse ano parace que foi feio, hehehe.
Passei por eles, na quinta. Segundo a Verinha, quebraram tudo! O Irmão teve de chamar a polícia. Finalmente, um ano como os clássicos… Minha “turma” sempre foi muito certinha, hmpf. Posted by Picasa

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Dec 02 2005

A epopéia das baratas

Published by puny under sem classificação

2:30 da madrugada. A Alice acorda, querendo leite. Eu levanto, meio mal-humorada.
Vou até a cozinha e encontro a maior delas; sossegada, quietinha no meu puxa-saco - aquele utensílio de cozinha onde as donas de casa colocam os saquinhos de súper. Dei um grito. Os vizinhos enxeridos olharam pela janelinha do banheiro. Fui, calmamente, até o banheiro. Peguei o super-spray, borrifei a uma distância segura. A barata fugiu, pra onde não vi. Voltei ao quarto e comuniquei a Alice que ela não teria mais leitinho. E disse que sentia muito. Antes que eu pudesse terminar a frase, ela gritou que queria porque queria. Com medo de um novo olhar dos vizinhos, fui a cozinha, com chinelo havaiana e spray em punho. Nada da barata. Pensei com meus sapinhos que ela deveria ter ido embora, enfim! Preparei o leite, e levei ao quarto. Ao chegar, a minha filhote amada pediu que eu trocasse a fraldinha dela. Acendi a luz do abajour. E lá estava a segunda. Ao lado da cama, paralisada pela luz. SIM, AO LADO DA MINHA CAMA! Gritei a Alice que fosse para o centro da cama de casal, e lá ficasse. Peguei o spray que estava na cozinha,e borrifei na barata. Ela pulou para cima da cama, quase ao lado da Alice, e voou para a parede. Ao ver aquele troço horroroso a 20cm da minha filhote amada, eu gritei: SAIA DE PERTO DA MINHA FILHA, SAIA! - enquanto eu borrifava o veneno por toda a casa. Aí peguei a Alice, levei-a pra sala com os seguintes dizeres:
não sairemos daqui até amanhã. De pronto, ela respondeu: xixi banheiro.
Eu disse: faça na fralda, docinho, acabei de trocar. Xixi banheiro, mããããe - foi a resposta recebida. Coloquei meu chinelo plataforma e fui com Alice ao banheiro. Ela fez o tal xixi, e na volta para sala, vi a barata - a terceira ou segunda - dentro dos meus tênis. SIM, NOS MEUS TÊNIS! Quase morri. E fui pra sala, sentei a Alice no sofá, e reiterei que não sairíamos dali. Então outra barata - talvez a terceira, mesmo - aparece na porta da sala. Outro grito, seguido de um “não suporto mais morar sozinha”.
Liguei pra mãe.
O Carlos atendeu. Eu chorava. Implorei que ele viesse socorrer a irmã nesse momento de penúria. Ele alegou que tinha uma prova e que já eram 3:30. Aí ele passou o fone pra mãe. Ela disse que viria, mas 5 minutos depois, me ligou dizendo que eram 3 da manhã e que eu tinha que me acalmar, que eram só baratas. Algo como um “te vira!”. Coloquei a Alice pra dormir no sofá, e fiquei pensando no livro da Clarice Lispector. Caso “A paixão segundo G.H.” caia na UFRGS esse ano, perdoarei as baratas.
Enfim, dormi toda encolhida na minha poltrona, e a Alice dormiu bem até no sofá. Por que eu não abri o sofá cama? Simples, eu estava com medo de encontrar mais alguma barata e…
Bom, apesar de tudo estou viva. E concluí que ainda quero morar sozinha, mas preciso de alguém pra matar baratas. Quem se habilita?

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